Foguinho

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Um poema de minha autoria.







Quando eu era ainda mocinho
e você era uma linda meninha.
Eu ficava todo doidinho
pra que você fosse minha.

Você passava por minha rua,
toda glamurósa, uma linda flor.
Eu te imaginava, te via quase nua
e te escrevia bilhetinhos de amor.

Mas você nem me notava,
o que me causava uma grande dor.
Pois você sempre me ignorava
sem querer aceitar o meu amor.

O tempo passou rapidinho,
chegou a nossa derradeira idade.
Você já não é mais aquela flor
e eu, pra ser sincero de verdade:
"Já não sou mais aquele mocinho,
que com tanta volupia te desejou"

Agora, mulher sábia e madura,
Me olha de forma mais maliciosa.
E teus lábios clamam com ternura
a querer me levar de uma forma perigosa.

Quero me aventurar em suas formas,
navegar e sonhar em teus caminhos.
Nem sei assim serão horas e horas
ou se viverei apenas breves minutinhos.
Pois em você que me quér e me chama,
da pra ver que ainda existe uma chama,
mas em mim agora so resta um foguinho.

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